
Parece que nossa vida é formada por uma bela coleção de tubos de ensaio, todos ligados e com um mesmo líquido que os prenche.
Cada um desses tubinhos é uma área diferente da gente: trabalho, saúde, amor, família. Enfim, o que você quiser. Enquanto o nível desse líquido sobe em um tubo, o outro consequentemente desce.
Aí vemos esse tubo vazio e corremos atrás do prejuízo, fazendo de tudo para enchê-lo. Quando conseguimos, opa! Que alegria! Só que aí percebemos que um terceiro tubo que estava ok, quieto no seu canto, agora está vazio.
Ou seja, nunca todos estarão cheios! Nunca estaremos 100% satisfeitos. E às vezes me pergunto se o equilíbrio desse líquido em todos eles seria o ideal. Afinal qual é a graça quando tudo está 50%, mais ou menos, meia-boca? Seria o sinônimo de uma vidinha medíocre, mediana?
Enfim, cheguei a essa teoria manca depois de muito pensar na vida. E se tem uma coisa que eu faço é pensar na vida. Acho que mais penso do que a vivo. Nunca estou satisfeito. Certa época estava desempregado, aí consegui um emprego mas comecei a me preocupar em conseguir algo melhor e isso se tornou uma obsessão. Consegui o emprego melhor, mudei de país e aí minha nova insatisfação era ser estrangeiro, estar longe dos amigos, blablabla. Ok, consegui voltar para Curitiba, coisa que sonhava muito, mas aí a grande preocupação é que já estava cansado de ficar sozinho e que uma pessoa na minha vida ajudaria a dar um up no geral. Rapidamente já fiquei insatisfeito e não deu certo. Ou seja...
No momento estou a caça da próxima insatisfação.