segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

É un mondo difficile




É un mondo difficile é um blog cheio de desenhos existenciais e muito argentinos da Julieta Arroquy. Tem desde questionamentos amorosos, conjugais e ilustrações de letras do Calamaro.

Essa argentina também tem o ótimo "¿Que te pasa, Buenos Aires?", blog que faz parte do jornal Perfil, em que ela fala da cidade, seus problemas e suas dádivas. Pelo que leio ela mora perto do Abasto, bairro do coração onde morei por muito tempo, e é impossível não se identificar com o que ela diz.

Fico só na dúvida de onde ela tirou o nome "É un mondo difficile". Não pude deixar de imaginar que não tem alguma relação com a música "Me cago en el amor" do Tonino Carotone, que começa exatamente com essa frase. Um verdadeiro clássico do azedume romântico.



E' un mondo difficile
e vita intensa
felicita' a momenti
e futuro incerto
il fuoco e l'acqua
con certa calma
serata di vento
e nostra piccola vita
e nostro grande cuore

Sonhos

- ter um programa de rádio.
- ser um apresentador de talk-show sem carisma.
- ter o talento do Jens Lekman para fazer músicas.
- ir num show do The National.
- ser amigo do Calamaro.
- não pagar aluguel em Curitiba.
- contratar um serviço do tipo do filme "I heart Huckabees" para me falaram o que está errado.
- ou simplesmente ser dono de uma Fábrica de Sonhos, tipo essa aqui.

Cativar

ca.ti.var
(lat captivare) vtd e vpr 1 Tornar(-se) cativo; prender(-se). vtd 2 Granjear a estima ou simpatia de. vtd 3 Atrair; encantar, seduzir. vtd 4 Tornar muito agradecido. vpr 5 Enamorar-se: Cativou-se da prima. vtd 6 Onerar, gravar bens ou rendas com dívidas ou encargos; hipotecar. Antôn, acepção 1: libertar.

Às vezes acho que é isso que falta nesse mundo. E se acontece, nunca é sem querer ou por acaso. Para cativar é preciso um esforço, mínimo que seja. E quando acontece quem é que sabe o que fazer com isso, né?

Richard Ashcroft acústico

Tenho que admitir, por mais fã que seja, que o último cd do Richard Ashcroft foi um tremendo fracasso. Foi um fiasco de vendas, recebido terrivelmente pela crítica e por aí. Dizem que o cara está perdido, som de cachorro louco e perdeu a inspiração. Será?

De verdade não achei ruim e até curti umas músicas. O que importa é ser cativado pelas canções, não é? Seja ela sertanejo, rap ou um hino sensacional do Richard.

Achei duas músicas que ele tocou para uma rádio, numas versões acústicas que ainda não conhecia. Pra mim um clássico! O cara tem o dom de colocar em letras sentimentos que a gente antes achava impossíveis de serem traduzidos.

Cheers!

Let's do this thing called life



She brings me the music

Aperte REC!

Ultimamente ando num love enorme com o violão, coisa que não acontecia faz tempo. Não sei se é o tédio, algumas pequenas frutrações da vida ou sei lá.

O fato é que fiz umas músicas que me convenceram. Fiz até o test-drive de uma delas no showzinho do Wonka em Curitiba, quando abri para o Hotel Avenida com o champz Walter Petla me acompanhando, e recebi boas palavras de incentivo.

A ideia é gravar com algum capricho essas duas, mais duas versões que tenho que decidir ainda, e já estou acionando algumas pessoas para tal. Não quero formar banda nem nada, apenas juntar amigos que podem me ajudar nessa empreitada de gravação. Quer entrar nessa numa vibe colaborativa? Me manda um email!

Em 2009 gravei duas músicas em algo chamado "Proyecto Buenos Aliens, com um amigo argentino de onde trabalhava e adorei aquela coisa toda de ver músicas nascendo, muitas vezes se transformando em algo bem inesperado. Quero repetir a dose.

Aqui as duas do Buenos Aliens:

Feche os olhos
(impossível negar a influência tangueira nessa que tem letra em parceria com o Giancarlo Rufatto)

Feche os olhos by tuliopb

Diferente
(Quando Jota Quest encontra uma escaleta)

Diferente by tuliopb

Quem lê o blog no GReader pode escutar essas músicas no:
http://soundcloud.com/tuliopb

Essas músicas receberam ótimas críticas, onde me chamam de palhaço do circo sem futuro, como podem ver aqui.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Visita Guiada ao Museu do Fracasso


Sejam Bem-vindos!

No momento estamos no hall entrada do Museu e, como podem ver, as paredes são todas decoradas com fotos de grandes perdedores da humanidade. A maioria de vocês não os conhece porque eles nunca chegaram a ser ninguém na vida, mas são verdadeiros mestres do fiasco. Posso te garantir! Aquele de óculos, por exemplo, morreu sozinho tentando inventar uma maneira de voar no século XVIII. Ninguém nunca soube como ele se chamava.

Acompanhem-me aqui, por favor, ao Memorial das Conquistas. É um espaço amplo, arejado e, como podem perceber, totalmente vazio. Aguardamos ansiosamente o primeiro troféu dessa sala, mas até o momento todos os perdedores falharam. Muitos estavam bastante empolgados, prometendo trazer um troféu lindíssimo mas no final algo deu errado. Nenhum deles soube explicar o que realmente aconteceu.

Andando um pouco por esse corredor encontramos essa porta vigiada 24 horas por câmeras, fechada com 3 tetras-chave e uma senha secreta. É o Quartinho da Esperança. Somente o presidente da Fundação Museu do Fracasso tem acesso a esse cômodo e não se tem ideia de quando ele foi aberta pela última vez.

Todos nós sabemos muito bem da importância dessa esperança pro fracasso, né? Sem ela, o fracasso, que é razão do nosso ilustre Museu, não existiria. E, convenhamos, um belo fiasco só é consumado se antes aparecer uma esperancinha marota criando expectativas e dizendo que tudo é possível e você vai conseguir! Por isso vigiamos tanto e tomamos precauções para que ninguém leve nossa esperança embora. Vai que roubam e depois pedem resgaste? Ou pior, vai que assassinam a pobre coitada? Ela precisa estar aqui sempre, diariamente alimentando nossos fracassos. Eu diria que é o lugar mais importante do Museu. Não é emocionante?

Bom, por aqui termina nosso tour e agradeço a presença de todos. Se algum de vocês visitantes tiver sede ou fome, fiquem bem à vontade para visitarem o nosso Espaço #FAIL. Além de snacks e drinks, você tem acesso a internet e pode dar uma tuitada.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Borboletas sempre voltam



Chorem com essa versão de Borboletas do Victor & Leo.

Roxette - She's Got Nothing On (But The Radio)



Novo clip do Roxette. Curti muito a música!

Pop chiclete da MEJOR CALIDAD!

James - Laid



Acordei com essa música na cabeça, especialmente a parte do:

Ah you think you're so pretty eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee

PS: clip bizonho, por sinal.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Combinaciones - Pensamientos



Já tinha postado aqui quando estreiou essa websérie argentina chamada Combinaciones.

Esse capítulo é o que mais gostei até agora. Todos os pensamentos das pessoas dentro do metrô, estrangeiros, senhoras, adolescentes e até um nerdzinho que se apaixona à primeira vista.

E todo um destaque pra estação Carlos Gardel, aquela ali do lado do ap! Nostálllrrrria!

Se você está lendo o blog no GReader, clique aqui então:
http://combinaciones.lanacion.com.ar/capitulo/7/pensamientos

Escritos en la Calle

As plantas não pecam

A merda de hoje fertilizará o dia de amanhã

Are you ready for pachanga?


Da fazer o jantar, fazer a cama, perdi a vontade de fazer amor com você.


Passe o que passe, mulher, nunca se rebaixe.

Não use seu coração à toa.

Louis, sabe? O aerosol está acabando mas é o suficiente para te dizer que te quero um montão.

Buenos Aires tem toda uma tradição e cultura de pichações e estêncils. Você anda pelas ruas de vários bairros e vê coisas engraçadíssimas, filosóficas, sentimentais e anarquistas pelas ruas.

O Escritos en la Calle
começou a reunir tudo isso em um site. As fotos das frases são divididas por várias etiquetas, desde amor, política, futebol, perguntas, stêncil e por aí vai. Do lado de cada uma, tem até um Google Maps indicando em que lugar da cidade está o escrito.

Simplesmente sensacional! Passei um tempão navegando e vendo as pérolas de lá e sentindo saudade disso tudo. A dica foi da Gisele, que mora lá.

Aproveito para deixar uma interação "galã de rodoviária" que fiz num estêncil da Calle Honduras, quando ainda morava lá em 2009.

Galã de Rodoviária feelings

Bloodbuzz Ohio



Nunca entendi o clip, mas a música entendo direitinho.

The National para a vida, meus caros!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

My heart is a drummer



Clipzinho do Allo Darlin', bandinha inglesa que ultimamente é uma das favoritas da casa.

Esquenta

Participei da gravação do programa novo da Regina Casé, o Esquenta, que deve ir ao ar no primeiro domingo de fevereiro.

Minha participação foi rápida, no segundo bloco, e espero que não cortem. Já falei tanto de tudo que aconteceu pra tanta gente que nem sei o que dizer. Mas o melhor mesmo foi toda interação no camarim com pessoas como Buchecha e Raí, além do Seu Pasquale que é dono de restaurante e fundador de escola de samba em SP.

O programa é bem bagunçado, mas propositalmente. Espontaneidade é o que não falta! Agora ee ver o resultado no ar!
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