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quinta-feira, 24 de março de 2011
Rebecca Black: ame-a ou deixe-a
Muito tem se falado nesse vídeo. Rebecca Black. Ela é produto mais bem-sucedido da Ark Music Factory, uma espécie de empresa que grava canções e vídeos para adolescentes americanos que tenham pais dispostos a pagar isso. Uma olhada rápida no portfolio da Ark revela outros vídeos bem parecidos, como Ariana Dvornik, CJ Fam (minha preferida) e Britt Rutter (que também já ultrapassou um milhão de views) e a Sara Maugaotega. Em comum as letras rasas, videoclips mega simples mas produzidos de forma ok e uma cantora com nenhuma cara de estrela.
Mas nenhuma delas é tão genial Rebecca Black, nenhuma apareceu nos jornais, virou Trending Topic no Twitter e virou parte da cultura pop mundial com milhares de remixes e versões. Por que ela bombou e as outras não?
Não sei e acho que ninguém sabe. Por favor me mostrem um exemplo de uma pessoa que planeja conscientemente passo a passo a produção de um vídeo viral que ultrapassa a casa dos 40 milhões de views. Qual o segredo? São muitos especialistas em internet, muitas tentativas de explicar e nada plausível. O fato é que as respostas e a teorias vem sempre depois que um viral explode. Mas antes dele, para criar um ainda não vi nada realmente convincente.
Só sei que a música de Rebecca, comparando com as outras coleguinhas da Ark, é a que mais escancara os clichês do pop. Um cuspe na cara de todo mundo da música. A letra é imbecil de óbvia com "Ontem foi quinta, hoje é sexta e amanhã é sábado" ou "Tenho que decidir se sento no banco da frente ou de trás do carro" mas retrata bem a vidinha média de um adolescente americano, a voz da guria é totalmente manipulada por aqueles softwares que afinam a voz e o vídeo tem efeitos tosquíssimos de efeitos especiais. Mesmo com tudo isso está a música está sendo vendida a rodo na Itunes Store. Ou seja, é ruim mas o povo tá comprando. Talvez o mundo está ficando tosco, quem sabe essa seja a resposta para muitas coisas nessa vida.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Braziu!
Sempre bom ver como os outros nos enxergam. Matéria especial sobre o Brasil no 60 Minutes, clássico programa americano.
domingo, 11 de julho de 2010
El insólito festejo del fracaso

Também tinha achado bem estranho a recepção da seleção argentina, onde uma 15 mil pessoas foram no aeroporto para "alentar" os jogadores, todos com aquela cara de cu saindo de ônibus para a cidade.
É uma coisa que times pequenos ou países que não tem tradição no futebol fazem e até entendo, como a Turquia ou a Coréia. Ficou ridículo a Argentina fazer isso depois da goleada dos 4 a 0.
A capa da revista Notícias fala exatamente disso, dessa coisa tangueira de curtir uma fossa, desse clássico argentino que é a exaltação da derrota.
Eu estava lá no fim de semana que eles foram desclassificados e lembro de ter ouvido no rádio de um táxi um cara dizendo que a Alemanha não tinha merecido a viória, que era um timeco fraco comparado a segunda divisão da Argentina.
"A sociedade que celebra um time ineficiente prova que a reinvidicação tangueira da frustração se impõe ao enaltecimento de um trabalho bem-feito".
segunda-feira, 21 de junho de 2010
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