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domingo, 27 de março de 2011

Bored Couples

Casal entediado num barco entre a Finlândia e Suécia

Casal entediado na Finlândia

Casal entediado no Reino Unido

Mulher apreciando a bela paisagem da parede ao lado de seu marido em Paris

Às vezes a gente reclama do tédio, mas nada pior do que quando esse tédio tem companhia. Aí incomoda, aí te faz pensar um monte de coisas que talvez não sejam boas, aí te deixa para baixo porque você não consegue ter um momento divertido com fulano. Tédio bom e de qualidade, do tipo que te faz descansar e limpar a mente, é solitário e silencioso.

Talvez por isso me dá uma agonia enorme ver essas fotos da série Bored Couples, do fotógrafo Martin Parr. Elas são de 20 anos atrás e mostram casais que tem todos uma coisa em comum: uma cara enorme de cu. Gente com semblante que comeu e não gostou, pessoas numa dança que mais parece feita por robôs, casais que não se olham mesmo estando sentados frente a frente num restaurante, indiferença total e irrestrita. Um momento de plena solidão a dois.

As poses não foram forçadas e até mesmo o fotógrafo diz que não sabe se os casais realmente estão cheios de tédio. Mas que parecem, parecem muito!

Mais das fotos entediadas aqui.

Site do fotógrafo: http://www.martinparr.com/

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

My medium-sized

You know you have a permanent piece
Of my medium-sized American heart

We're out looking for astronauts, looking for astronauts
We're out looking for astronauts, looking for astronauts

Got it?

domingo, 14 de novembro de 2010

Mãe e Pai

Estou em Santos e finalmente pude fazer algo que queria há tempo: começar a escanear velhas fotos da família.

Uma das que mais gostei dos meus pais foi essa aí, que nem sei onde nem quando foi tirada. Provavelmente algun anos antes do meu nascimento, em 1982. É uma foto normal, sem nada demais, mas nela eles estão bem mais jovens do que eu sou hoje e estão bonitos como nunca!

Fiquei lembrando dos muitos causos do namoro dos dois que conheço. Como no primeiro encontro em que minha mãe, pelas dúvidas, levou uma amiga ou quando meu pai comprou um carro e falou pra minha mãe "Você vai ser a primeira a entrar no meu Passat". E também das histórias de quando meu pai foi morar em Marabá e minha mãe o acompanhou e quando viu um bicho-preguiça achou que era o diabo! E quando decidiram construir uma casa em Vitória, quando se mudaram pra Santos, no acidente de carro que tiveram quando eram recém-casados e por aí vai, uma lista imensa de causos e contos me veio à cabeça.

Hoje eles não estão mais juntos, mas isso não significa que não foram felizes e viveram uma bela história.

Esse post não tem muito uma "moral da história", eu só queria mesmo falar um pouco deles e de como ver essa foto me fez pensar em tudo isso e também em mim.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Galã de Rodoviária

Rodoviárias são lugares feios, mas a Rodoviária de Santos consegue ser especialmente feia, ultrapassando de longe as outras que conheço.

Mas o tempo passa e sempre acabo eu passando por lá. Há 10 anos, quando deixei de morar em Santos, vez e outra chego naquela rodoviária no centro da cidade. Na maioria das vezes fico lá o mínimo possível, porque para gastar tempo existem lugares mais bonitos na cidade, e raramente me aventuro nas possibilidades gastronômicas do local.


Nesse Dia das Mães não foi diferente, passei pela mesma Rodô, mas dessa vez um pequeno pulguento dava as boas-vindas para os passageiros da Viação Catarinense.



sexta-feira, 16 de abril de 2010

Copa 2006

A Copa de 2006 certamente foi uma experiência única pra mim. Acompanhar todo esse frenesi num país de uma seleção rival como a Argentina foi no mínimo peculiar.

Na época eu trabalhava na Latin3, onde tinham ainda uns outros 6 ou 7 brasileiros, e toda empresa parava para ver os jogos do Brasil e da Argentina num telão. Era muito divertido e as provocações eram apenas brincadeiras.

Lembro que no jogo contra o Japão o Brasil saiu perdendo e começaram a ter interferências de powerpoint e fotos no meio do telão. Colocaram um Menem gigante, sinônimo de azar na Argentina, que aparecia às vezes na tela.

Outra ocasião bizarra foi ver alguns jogos no Maluco Beleza, um tipo de discoteca brasileira onde só toca Axé e toda aquela brasilidade musical. Era divertido, mas não é o melhor lugar para ver sua seleção na copa. Ver o jogo em pé, com várias dançarinas de profissão duvidosa, mulherada dando chilique em qualquer ataque e aquele monte de gente suada no mesmo lugar não é recomendável. Além do mais, como de praxe, os narradores argentinos torciam muito contra o Brasil. O bom do lugar é que no dia do jogo rolava uma feijoada por uns 10 ou 15 pesos.

Aqui algumas fotos desse descontrole futebolístico:


* Agradecimentos ao Denilson que me mandou essas fotos hoje.
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