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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Abrindo duas exceções


Quem me conhece um pouco sabe que sou bastante contra a essa modinha de cervejas gourmet que assola os jovens de classe-média do nosso país.

Mas depois de um fim de semana germânico em Blumenau e região, tenho que tirar o chapéu para a Weizenbier, a tal cerveja de trigo, da Eisenbahn e da Schornstein.

A primeira marca é bem conhecida já no Brasil e tive o prazer de visitar sua fábrica no último fim de semana. Lá tem um bar e uma lojinha onde rola comprar copos e outros apetrechos. Quem espera grandiosidade vai se espantar que num pequeno lugar é realizada toda a produção do Brasil.

Já a Schornstein é uma pequena cervejaria de Pomerode, que diz a lenda que é a cidade mais alemã do Brasil, e tem um bareco bem simpático.

Mas é só isso, continuo sendo contra. Só abri essas exceções, nada mais.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Carne de Onça

É só quando você sai da sua cidade que você percebe que certas coisas são típicas dela. Talvez como um gaúcho que só descobre que o resto do país não fala cacetinho quando sai da República do Pampas.

Assim é com Curitiba e a famosa carne de onça, um dos meus pratos preferidos da baixa gastronomia de botecos. Como o Barreado, típico prato paranaense, a Carne de Onça é uma iguaria do underground culinário brasileiro. Famosíssima em Curitiba e totalmente desconhecida no resto do Brasil.

Para comer esse prato, em primeiro lugar você não pode ser vegetariano. Também não pode ter frescura demais porque o ingrediente básico é carne crua.

Para sua preparação, a carne deve ser moída várias vezes, não poder ter pelanca nenhuma e claro, estar extremamente fresca e limpa. Adicionando páprica, pimenta, azeite, conhaque, molho inglês, salsinha picada, cebolinha e azeite virgem você obtém a clássica Carne de Onça. Serve-se com um pãozinho ou broa e pronto. Apenas coma! Obviamente alguns lugares tem seus segredos especiais, como ovo ou sei lá o que, mas o básico é isso mesmo.

Em Curitiba, a melhor Carne de Onça que comi é da Mercearia Fantinatto, um pequeno bar da Mateus Leme. O prato lá não é só delicioso, como é preparado todo na sua frente pelo garçom. Da última vez que fui lá ele confessou que só na noite anterior tinha preparado 17 daqueles. É toda uma experiência ver como ele prepara e todo cuidado quase religioso que se tem com a carne.

Também já comi a carne de Onça do Bar do Pudim e do Distinto Cavalheiro, mas são bem inferiores. Diz a lenda que a melhor é a do Bar do Alemão e que a do Bar da Brahma também tem sua fama. Ainda tenho que degustar. Deixo uma receita básica para quem quer tentar em casa, mas não recomendo.

Depois de falar da Carne de Onça fico obrigado a escrever sobre o Rollmops, outra fina iguaria roots de boteco, mas isso é um assunto para outro post.

* nenhuma onça é assassinada para se fazer a Carne de Onça.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Lagundri - Curitiba


O bom de trabalhar na parte do Centro de Curitiba onde trabalho é a variedade de lugares para comer.

Tem fast-food, tem trash-food, tem comida honesta a 4,50, sushi, padaria que vende risole e até umas opções um pouco mais sofisticadas e, claro, caras. Hoje me dei o luxo de conhecer o Lagundri, especialista em comida do sudeste asiático.

O restaurante fica casarão na rua Saldanha Marinho e tem uma decoração caprichadíssima, lindíssima e sem exageros. Pode ser uma das minhas únicas referências, mas lembra um pouco uns restaurantes de Palermo, em Buenos Aires.

Pedi um frango com manga, castanha e outros quitutes. Estava sensacional. Uma bela mistura de sabores cítricos e salgados que me convenceu e deu vontade de voltar, quem sabe para jantar já que no almoço o lugar estava bem vazio! Leia-se: só outra mesa e a minha.

De qualquer maneira vale a pena se dar esse luxo algumas vezes, seja pela comida, ambiente ou pelo eficiente atendimento. Fica aí a dica.

http://www.lagundri.com.br/

domingo, 6 de junho de 2010

Parrilla Buenos Aires em Curitiba

Tem vezes que a saudade de Buenos Aires aperta e não tem música do Andrés Calamaro que ajude. Felizmente hoje descobri mais uma maneira de matar a saudade de toda argentinidade aqui em Curitiba. É a Parrilla Buenos Aires!

Já tinha passado várias vezes na frente do restaurante, que fica bem no centro da cidade lá na Praça Osório. Amigos já tinham me recomendado, mas nunca tinha tido a oportunidade de visitar. Hoje isso mudou!

O ambiente é bem clássico e lembra bem os restaurantes tradicionais porteños. Na parede várias fotos e cartazes que lembram Gardel e Buenos Aires. Tem até uma foto do Shopping Abasto e outra de um centro cultural da Calle Jean Jaures! Que emoção. Como trilha sonora, tangos e mais tangos, obviamente!

É possível pedir a clássica parrillada, que vem com bastante coisa e muito miúdo como morcillas e chinchulín(que não curto muito). Minha opção era óbvia. Não podia deixar de pedir um legítimo bife de chorizo! Um clássico argentino!

A carne é gigante, suculenta e ótima. Não fica devendo nada aos bifes platinos. Na verdade ela pode ser até considerada melhor, porque é servida com uma farofa temperada, arroz e um pouco de maionese, algo que não acontece na Argentina. É justo esse toquezinho brasileiro que faz toda a diferença. Combina perfeitamente com aquele bifão gigante que vem servido no prato.

A taça de vinho que tomei é um Don Valentin Malbec, que não é nada sofisticado mas não deixa a desejar em nada. Honesto e correto. Melhor ainda seria se eles servissem sorvete Fredo de sobremesa!

Desde já é um dos meus cantinhos preferidos em Curitiba. E o melhor, aceitam todos os cartões e vales-refeição. Recomendadíssimo!

A Parrilla Buenos Aires fica na Praça Osório, 431. Mais aqui.

* Fui sem máquina fotográfica, por isso fico devendo fotos do local.

terça-feira, 27 de abril de 2010

É por isso que você é gordo

Em tempos de dieta, passar pelo blog This is why you're fat é um suplício.

Um compilado de fotos de comidas lindas e outras extremamente bizarras. Tem doces, vários tipos de salgados e sanduíches, além de um slogan ótimo "Where dreams become heart attacks", mas o que curto mais é fixação deles por bacon.

Tartaruguinhas de bacon

Uma jarra de bacon cheia de cheddar.

Presente romântico para namoradas obesas

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Comendo em Curitiba - Tatibana

Uma das coisas que implantei na minha vida desde que voltei pra Curitiba é comer bem nos sábados. A gente passa a semana toda regulando no VR, sem poder gastar muito e comendo rápido, mas aí quando chega o fim de semana é praticamente obrigatório encarar um restaurante de melhor qualidade. São churrascarias, feijoadas, mexicanos e sushis num grande tour calórico pela capital das araucárias.

Meu grande companheiro nessas incursões de destruição culinária é o Claudemir, que além de saber comer, também sabe cozinhar. E claro, em 2007 ele realizou o grande feito de ser jurado da Veja Curitiba enquanto estava estudando em Buenos Aires.

Como estou num projeto Somália 2010, rumo à magreza, está difícil conciliar essa comilança. Porém, comida japonesa nunca é demais. Você se delicia, come bem e não fica todo cheio.


Dentro os meus preferidos no quesito cozinha nipônica em Curitiba está o Tatibana. Provavelmente existem melhores e mais sofisticados, mas esse é o que mais alia preço e qualidade. O ambiente também é bem ok, caprichado mas sem excessos. É pra quem curte um sushi abrasileirado mesmo, sem ser muito xiita. O buffet livre, no fim de semana, está 28 reais e tem uma varidade mais do que razoável de niguiris, sushis, rolls e o o escambau. Confesso que não sei bem diferenciar um do outro. Pra mim é tudo sushi e pronto.

Também existem aqueles sushis empanados, que não são grande unanimidade. Além do mais, você sempre pode pedir alguns especiais pro garçom, sem pagar nada além por isso. Sugiro o Hot Roll, dificilmente você se arrependerá.

O Tatibana fica na Rua Pasteur 106, no Batel bem perto do Shopping Crystal.
http://www.tatibana.com.br/

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Da série Poesia da Vida 2 - Paço da Liberdade


Sexta-feira de muita chuva na cidade, daqueles dias que parece que são 9 da noite às 5 da tarde. Postergando ao máximo o tédio que é ficar dentro de casa, resolvi passar no Paço da Liberdade só para apreciar a poesia da vida.

Para os não curitibanos fica a explicação: o prédio é de 1916 e era a antiga prefeitura de Curitiba, numa parte do centro da cidade que andava bem abandonada. O Sesc Paraná revitalizou o lugar, que agora é um movimentado centro cultural, como parte de uma melhorada geral feita pela Prefeitura no centro. A história é longa, tem mais no site.

Na minha humilde opinião, a cafeteria do Paço um dos dois lugares mais bonitos e aconchegantes para se tomar um café em Curitiba, só empata com a do Museu Oscar Niemeyer. Certamente um lugar para ser visitado na cidade.


Saí um pouco da minha dieta e pedi um belo Mocha com um delicioso bolinho de cenoura, tudo por apenas 8 reais. Saca só a apresentação musical do bolo!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Buffet Livre: R$ 4,50


A experiência de almoçar no meio da semana era uma das coisas que mais sentia falta do Brasil. Na Argentina existem muito poucos restaurantes por quilo, lá a maioria deles é de baixa qualidade. Pra comer bem você tem que pedir um prato e, na maioria das vezes, esperar bastante por ele. A comida, além de tudo, é muito focada. Eles não misturam muita coisa. Ou é carne com batata ou massa. O resto são pequenas variações disso aí mesmo.

Aqui no Brasil não. Vamos nos famosos Quilos e lotamos o prato das mais bizarras coisas. Eu mesmo, adoro lotar o meu de sushi, ovos de codorna e camarão frito no restaurante em frente de onde trabalho. Outros preferem uma feijoada lado a lado com uma lasanha. Há ainda os ousados, que podem colocar picanha, frango xadrez e peixe na mesma refeição.


Como o meu Vale Refeição também é aceito em alguns supermercados e bares, às vezes dou uma master economizada na hora do almoço. Apelo para o Spich, uma rede de restaurantes de Curitiba onde você pode comer tudo que quiser por 4,50 reais. Existem 3 tipos de carne e você tem direito a escolher duas. No fim da bancada tem uma menininha que fica regulando as carnes e você escolhe na hora. Quase uma vibe bandejão!

Os garçons, que limpam e anotam os pedidos de bebidas (a campeã de vendas é uma limonada suiça por módicos R$1,30) , são gente de 16 a 18 anos, que parecem ter o primeiro emprego da vida. Fazem tudo de forma muito eficiente e não deixam você esperando um segundo para pedir a bebida.

Podem me chamar de muquirana ou mesmo bizarro, mas o fato é que o Spich é muito justo. A comida não é nada de lamber os beiços, mas o lugar é limpo e ajeitado. Estão lá de forma onipresente uma salada, um arrozinho, um feijão preto, um macarrão alho e óleo e uma farofa honesta. Você pode lotar o prato e comer à vontade que ninguém vai te olhar feio. A real é que é dificílimo você conseguir comer no mesmo nível das muitas pessoas que vão lá, que batem uns pratões gigantescos: trabalhadores braçais, estudantes, vendedores de cabelo estranho da C&A e gente que quer economizar no VR como eu.

O Spich tem 9 endereços em Curitiba (veja aqui) e achei referências dele num site mochileiro, num tópico de "low budget food" em Curitiba.
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