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segunda-feira, 28 de março de 2011

Los caminos de la vida



Los caminos de la vida,
no son los que yo esperaba,
no son los que yo creia,
no son los que imaginaba

Los caminos de la vida,
son muy dificiles de andarlos,
dificiles de caminarlos,
y no encuentro la salida.

Yo pensaba que la vida era distinta
cuando era chiquitito yo creia
que las cosas eran facil como ayer
que mi madre preocupada se esmeraba
por darme todo lo que necesitaba
y me doy cuenta que tanto asi no es

porque a mi madre la veo cansada
de trabajar por mi hermano y por mi
y ahora con ganas quisiera ayudarla
y por ella la peleo hasta el fin
por ella luchare hasta que me muera
y por ella no me quiero morir
tampoco que se me muera mi vieja
pero yo se que el destino es asi

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Uruguai épico


Na última sexta, quando embarquei no PLUNA rumo a Buenos Aires, mal sabia que presenciaria uma das coisas mais emocionantes em relação ao esporte que vi.

Eu tinha que fazer uma conexão no aeroporto de Montevidéu, mas minha cabeça estava tão a mil com minhas preocupações e ainda a desclassificação do Brasil, que nem tinha me ligado que era na hora do jogo do Uruguai.

Na hora que o avião chega em Montevidéu, o piloto dá a informação de que o jogo Uruguai X Gana estava empatado em 1 a 1 e muita gente comemorou feliz. Alguns passageiros desceram e os que iam pra Argentina, como eu, deveria permanecer, já que no final das contas era a mesma aeronave que faria esse trajeto e não havia necessidade de desembarcar.

Todo o pessoal da Pluna que trabalha no aeroporto estava com a camisa oficial da seleção uruguaia, da Puma mesmo. Nada de pirataria. Eles também tinham uma bandeira estilizada pintada nas bochechas, homens e mulheres. O cara que entrou para limpar o avião estava assim e o cara que ajudava as pessoas a desembarcar também, fora outras pessoas dentro do aeroporto que depois iria ver.

Começava a prorrogação e logo entraram outros passageiros, a grande maioria de uruguaios. Alguns vestindo a camiseta celeste, crianças com cachecol do país, um outro cara amarrado na bandeira como um super-homem dos pampas.

Era impossível captar sinal de internet dentro do avião e dois passageiros que ouviam rádio davam os updates pro resto do pessoal da aeronave. O Bombardier começava a taxear a pista rumo a Buenos Aires e a prorrogação rolava solta. Um uruguaio sentado do meu lado, ouvia o jogo de olho fechado torcendo de todas as maneiras e dizendo que não podia acreditar que tinha marcado seu vôo bem pra essa hora.

O Pluna se preparava pra decolar quando notamos que ele mudou de direção, de volta pro terminal do aeroporto. O capitão avisa que tínhamos que esperar já que o Aeroparque de Buenos Aires estava fechado para pousos e decolagens. Nunca vi um atraso de avião ser tão comemorado!

Parados lá na inércia da espera um dos passageiros diz "Penâlti pra Gana", bem no último minuto da prorrogação. Ouço um lamento de umas 70 pessoas, mas que logo é transformado numa euforia enorme quando gritam "Ele errou". As pessoas começavam a gritar, muitos já se emocionavam e a criançada fazia a festa. Quem não era uruguaio naquele avião já estava contagiado pela febre celeste.

Veio a cobrança dos pênaltis e a cada cobrança o senhor ia dizendo "Fez" ou "errou", causando reações em todos passageiros, que gritavam e hinchaban por la Celeste. Gana tinha perdido dois pênaltis e o Uruguai um, e davaa pra perceber que o clima de esperança subia e as pessoas não podiam acreditar no que estava acontecendo. Até eu que não sou de interagir muito já estava gritando insanamente com outros três uruguaios.

Na hora do último pênalti do Uruguai, aquele que se fosse convertido valeria a classificação, veio uma maior surpresa. O piloto, que obviamente também estava na torcida pois a companhia aérea é uruguaia, ligou o microfone que ele usa pra falar com os passageiros num rádio AM que transmitia o jogo.

Todos ali começaram a escutar aquela voz de locutor de rádio nos alto-falantes do avião. Locução de rádio que num jogo de campeonato normal já é emocionante, ganha proporções épicas no jogo mais importante do país em 40 anos. Foi ali que percebi o quanto aquilo era importante para os uruguaios. A locução dizia tudo, emocionada, falando de como aquilo era histórico e de como toda a pequena nação dos pampas estava dentro daquele campo na África do Sul.

El Loco Abreu cobrou o pênalti e fez o gol. Todo os passageiros foram ao delírio. Era uma alegria daquelas que as pessoas não acreditam no que está acontecendo e acabam chorando e se abraçando. Logo um grito de "Soooy celeste, celeste yo soy" invade o avião e todos saem batucando. Olho pela janelinha do avião e vejo aquelas caras que ficam com aquela luzinha orientando o avião ajoelhados vibrando, enquanto outros dois se abraçam loucamente. O vôo ainda demoraria mais, seríamos levado de volta para a sala de embarque mas ninguém reclamaria.

Eu ali fiquei imaginando na grande ironia de estar em 2010, rodeado de wireless, iphone e blackberrys, mas ter que escutar aquela classificação num rádio, da mesma maneira que aquele país escutou a sua maior conquista no futebol em 1950, o famigerado Maracanazzo.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

El Cuarteto de Nos - Me amo


Taí o mais recente clip do "El Cuarteto de Nos", uma das bandas de rock em español que mais gosto!

"Me amo" é um velho hit desses uruguaios, que foi regravado para o último cd, Bipolar, lançado no ano passado.

Deu um aperto no corazón saber que eles fizeram um baita show esse sábado passado no Luna Park, em Buenos Aires, e eu não estava lá



Me encanta mi aspecto
de hombre tan perfecto
yo soy lo más grande que hay.
Ni de sabios ni de viejos
acepto consejos
mi único rival es el espejo.

A la luna me gustaría ir
para ver como es el mundo sin mi.
Me amo, como la tierra la sol.
Me amo, como Narciso soy
Me amo, dibujé un corazón
que dice "yo y yo"
Me amo.

Tengo tantas chicas
hermosas y ricas
pero ninguna es digna de mi.
Por eso no ando dejando corazones rotos,
me masturbo mirando mi foto.

Y aunque yo no creo en ningún dios
rezo para que no haya reencarnación.

Me amo, como la tierra la sol.
Me amo, como Narciso soy
Me amo, dibujé un corazón que dice "yo y yo"
Me amo.

Yo me llevo solo bien conmigo
Yo del mundo soy el ombligo
De mi vida yo hablo mucho
Y cuando me hablan yo nunca escucho.
Soy de mi propia secta
Soy mi pareja perfecta
Y si, yo soy así:
propongo un brindis por mí

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Aol Sul da Fronteira


Não gosto do Hugo Chavez nem do Evo Morales. Não me sinto de esquerda ou de direita. Ideologia? Eu não tenho uma pra viver, definitivamente.

Convivi com vários venezuelanos na Argentina e pude conhecer melhor tudo o que eles passam e como a vida deles mudou desde a chega do Chávez no poder. Não consigo nem imaginar essa coisa de exílio forçado que muitos passam, já que voltar pra lá não é opção para eles. O resultado é uma fuga de cérebros para os Estados Unidos e outros lugares do mundo.

Desde o ano passado, quando foi noticiado que o cineasta Oliver Stone estava percorrendo a América do Sul e entrevistando vários presidentes para documentário "Ao sul da Fronteira", já fiquei interessado em ver no que isso resultaria.

Depois de muita espera finalmente o tal documentário estreiou em Curitiba e fui assistir numa sala vazia no cinema do Novo Batel, só outro champs e eu prestigiando. Não é a toa que certas produções demoram eras para chegar na cidade e quando chegam ficam uma semaninha e olhe lá.

Mesmo não concordando com muita coisa que é dita, não posso negar que Oliver Stone conseguiu fazer um documentário bem incisivo e que flui fácil. É muito interessante ver os absurdos e as contradições da mídia americana, além do ponto de vista de Lugo, Cristina, Chavez e Lula sobre os mais variados assuntos. E claro, querendo ou não, ajuda a tentar entender afinal porque eles agem como agem e como estamos como estamos aqui no Sul da Fronteira.

Aqui um pouco da rápida participação do Lula:

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Sexo e carne porco, entre outros

No Brasil, o ministro da saúde recomenda que todos devem fazer sexo para evitar a hipertensão. Já há alguns meses, a famigerada presidente da Argentina, dona Cristina Kirchner, elogiou os poderes da carne de porco.

O Festival de Cine de las Américas usou em um dos filmes de sua campanha o discurso em que Cristina compara a carne de porco com o Viagra. O resultado é uma coisa meio freak-erótica, mas que casa perfeito com o slogan da campanha "Se essa é nossa realidade, imagine os nossos filmes".



Na mesma linha da campanha bizarra temos o discurso de Hugo Chavez sobre economia de água e de uma miss Colombiana que é um ode à pegação desenfreada.

Hugo:



Miss

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